Livre

Livre

 

Amar a liberdade

Não prender e não estar preso

Não ter medo de ser livre

E se livrar, se libertar

De todos os medos!

 

Bruno Rodrigues

Ficou tudo pela metade

Ficou tudo pela metade

 

A gente se acostuma tão facilmente

Com uma vida mais ou menos

A gente não liga mais

Mas a vida tá morna

Vamos deixando pra depois

Ficamos estagnados

De fato, na zona de conforto

A gente se acomoda

Toda mudança parece impossível

Os medos falam mais alto

E aquela urgência de mudança

Que antes gritava aqui dentro

Aos poucos emudece.

 

O diferencial das crianças,

Pra gente

É justamente esse

Eles querem, mas querem com vontade

E quando conquistam

Eles querem mais

Eles não param

Ele aproveitam até o fim

E a gente?

Nos contentamos sempre

Em termos tudo pela metade.

 

Bruno Rodrigues

 

Seguir Viagem

Seguir Viagem

As vezes só precisamos respirar fundo
Fechar os olhos
Para tentar entender todos os nossos pensamentos
Encontrar um ponto de equilíbrio
E seguir..

Assim é a vida
Ela não permite muitos ensaios
Ela é contínua
E por isso as oportunidades raramente se repetem
Por isso esteja sempre preparado.

A vida é assim
Uma incrível locomotiva
Que trafega sem parar
Em seu ritmo alucinante
Sem se preocupar com seus medos, suas dúvidas
Se era esse destino mesmo que você queria chegar
Quanto tempo falta pra viagem acabar
Enfim
Você só tem direito a um bilhete
Não terá outra viagem
Então trate de aproveitar.


Bruno Rodrigues

Você Partiu

Você partiu

Você se foi
E levou consigo
Parte de mim
Eu não queria que fosse assim
Acordar todos os dias sabendo que você não voltará
Mas infelizmente
Nossa vontade pouco importa nessas horas
Você partiu
E deixou em mim um enorme vazio
Que faz a dor ecoar mais forte
Você se foi
E o que ficou foi só saudade.

Bruno Rodrigues

Volte pra Casa

Volte pra casa

 

Só volte pra casa

Esqueça as mágoas

Esqueça o que passou

Ainda há tempo de vivermos tanta coisa

Não podemos desperdiçá-lo

Nossos corações enfraquecem um pouco mais,

A cada dia.

 

Volte pra casa

Eu já não aguento mais essa distância

Estou me perdendo nesse enorme vazio.

 

Volte logo

Que eu não sei esperar

Só volte pra casa

E iremos juntos até o fim,

De todas as nossas promessas

Essa a gente precisa cumprir

Levante dessa cama

E venha ser feliz

Ao lado de quem tanto te ama.

 

 

Bruno Rodrigues

Obrigado!

Nossa história

 

Vamos celebrar

A divina dádiva de viver.

 

Vamos acordar

E antes de qualquer coisa no dia

Vamos agradecer,

Por termos a grande chance

De consertar o que ontem não deu certo

Ou de aperfeiçoarmos aquilo que está bom.

 

Vamos sorrir

Mesmo quando um problema surgir

Pois são eles que nos fazem amadurecer.

 

Vamos em frente

Um tentando ajudar o outro

Estenda sempre sua mão ao próximo

Afinal, em algum momento,

Você precisará de uma mão para se levantar.

 

Vamos escrever a história de nossas vidas

Buscando sempre a nossa melhor versão

E ao final, teremos certamente,

Uma bela história pra contar.

 

Bruno Rodrigues

 

É agora

É Agora

 

Lá atrás

Quando eu olhava pra frente

Jamais imaginei esse cenário

Eu queria controlar cada coisa

Eu queria controlar o tempo

Precipitei algumas decisões

Adiei alguns sonhos

Grande erro meu

Tantas frustrações e arrependimentos

 

Mas agora

 

Eu não posso ficar preso ao que passou

E muito menos ao que virá

Aprendi a não querer controlar as coisas, o tempo

Aqui a gente não controla nada

Mas entendi que é preciso aprender ao máximo

Com cada fase, cada etapa

Isso tirou um peso enorme dos meus ombros

Tenho que fazer o meu melhor agora

Viver pra mim

Aproveitar cada segundo com as pessoas que amo

Viver enquanto há vida para ser vivida

E sobre o futuro?

A gente vive depois…

 Bruno Rodrigues

A Flor

A flor

 

 

Aquela flor

Não é artificial,

Mas nem por isso deixa de ter seus artifícios

Ela tem suas cores chamativas

Seu perfume atraente

Seu formato peculiar

 

Ela anseia pela chegada do seu agente

Para que ele leve sua essência

Para outro lugar.

 

Ah! Aquela flor!

Delicada na aparência

Mas não é indefesa

Manipula o que estiver a sua volta

Não tem medo de jogar

Seus recursos são seus trunfos

Que ela sabe muito bem

A hora de usá-los.

 

Aquela flor

Passou por tanta coisa

Resistiu ao sol, a chuva, ao vento

Intempéries e desventuras sem fim

E mesmo assim,

Fez questão de manter sua essência viva

Durante todo esse tempo

 

 

Bruno Rodrigues

 

 

 

 

Distantes demais

Distantes demais

Estamos imersos em dias sufocantes
Cheios de si
Vazio de tudo
Estamos presos a uma rotina
Que não nos leva a lugar algum
Estamos cansados de tudo isso
Almejamos por dias melhores
Mas não queremos melhorar
Estamos confortáveis
Na nossa mais completa miséria
Estamos perdidos
Longe de tudo que faz sentido
Estamos distantes demais.



Bruno Rodrigues



Muito pouco tempo

Muito Pouco tempo

 

Sem forma,

Ou formato

Sem cor

Sem lembranças

Sou o que sobrou

O resto de mim

O pó

É pouco

Muito pouco

Antítese do tempo

Dessa rotina que age sem dó

Por fim

Eu doei a minha alma

Eu deixei meu traço em tudo,

Mas todo meu rastro

O tempo apagou.

 

Bruno Rodrigues

 

 

Álbum de Família

Álbum de Família

 

Ainda somos as mesmas figuras

Que está no seu álbum da família

Só que hoje somos figurinhas calejadas

Figuras amareladas

Cheias de afazeres, mágoas, traumas, receios e decepções

Antes, éramos recheados de sonhos e anseios

Nossas figuras tem marcas e cicatrizes

Feridas profundas

Espalhadas por todas as camadas da nossa alma

Mas que tentamos com sorrisos, disfarçar

O mundo mudou

O tempo é outro

As prioridades são outras

Mas nossa essência é a mesma

Ainda somos aquelas mesmas Figuras.

 

Bruno Rodrigues

 

Estranho Eu

Estranho Eu

 

Sou milhões

Sou único

Sou comum

Sou diferente demais

Sou um sujeito estranho

Desses que não existem mais

São tantas versões

Que eu não sei de fato quem eu sou

Sou aquele que sempre está a procura

Mas que nunca se encontra

Sou quem quer que seja

Sou aquilo que dá pra ser

Sou feliz

Mas não descarto uma boa tristeza

Sou aquele que joga sempre pra ganhar

Mas amo me perder

Sou um pouco de tudo

E não sou nada daquilo.

 

Bruno Rodrigues

Alerta

Foi tentando me encontrar, que eu aprendi a me perder

Nossas Ruínas

Nossas ruínas

 

Aos poucos,

O cansaço foi corroendo

Tudo que havia ali

Deixando apenas resquícios

Transformando tudo em ruínas,

Nossas ruínas.

Afinal, nada se sustenta sozinho

E a amizade não é diferente

Não é uma via de mão única

Pode até ser por um tempo

Pois tem momentos em que precisamos de apoio

Mas não podemos deixar que isso vire regra

Fica cômodo, é conveniente

A conveniência mata qualquer sentimento

E aquela certeza de que era para sempre

Foi embora com o vento.

 

Bruno Rodrigues

 

Foi

Foi

 

O vento passou por nós

Mudou a posição das coisas

Foi ficando tudo assim tão diferente

Que a gente nem se importava mais

Foi ficando assim tão distante

Que a gente nem se via mais

Foi brincando de esquecer

Que a gente nem lembrava mais

O tempo passou pra gente

Foi deixando pra depois

Que ficou tudo pra trás…

 

Bruno Rodrigues

 

Por um mundo sem culpas

Por um mundo sem culpas

 

Lute o quanto der

Faça tudo que for possível

Esgote suas possibilidades

Tente, até ver que não há mais chances

Se doe enquanto achar que vale a pena

Se jogue quando tiver vontade

Demonstre suas emoções

Mas não se torne refém delas

Viva, aproveite o tempo que te resta

Crie laços verdadeiros

Mas não aperte-os demais

Pois podem virar nó

Nem deixe-nos frouxos demais

Porque vem o vento

E os desfaz.

Seja autêntico

Não existe outro de você no mundo

Não crie falsas esperanças de reviver o passado

E nem viva pensando muito no futuro

Enfim, Seja presente

Ufa!!!

Parece muita coisa

Mas na prática

É só manter a simplicidade sempre

Afinal a felicidade e a paz

Se escondem atrás das coisas mais singelas

Evite remorsos

Esqueça os fantasmas

E crie um mundo sem culpas

Sem julgamentos

Sem conflitos.

 

 

Bruno Rodrigues